Dados do Trabalho


Título

CONTRIBUIÇAO DE FORRAGEIRAS NO CARBONO ORGANICO DO SOLO EM PROFUNDIDADE

Resumo

O sistema de manejo de forrageiras em sucessão com soja vem sendo um importante aliado no sequestro e armazenamento de carbono pelo solo. O objetivo principal foi quantificar a contribuição das forrageiras no teor total de carbono orgânico do solo (COS) em função da profundidade. O estudo foi realizado em um experimento de 10 anos de implementação com forrageiras em sucessão à soja no estado do Tocantins. Foram abertos trincheiras e coletado amostras de solo em até um metro de profundidade. O COS foi determinado pela liberação de gases (CO2) da combustão a 550°C em um analisador elementar. A sucessão de forrageiras (Urochloa brizantha, Urochloa ruziziensis, Panicum maximum e Panicum infestans) após a cultura principal (soja) favoreceu o incremente de COS na camada 0-10 (11,98 g kg-1 solo), exceto para o P. americanum) que contribuiu menos em relação as demais forrageiras (8,97 g kg-1 solo). Nas demais camadas não houve diferenças na contribuição de cada tratamento. Em relação a contribuição de cada tratamento em função da profundidade do solo, para todas as forrageiras, o COS se concentrou na camada 0-10, mas a distribuição de carbono ao longo das profundidades diferiu para cada forrageira. Quando não houve sucessão a soja de forrageiras, a maior concentração de carbono foi na camada 0-10, diminuindo drasticamente nas camadas mais profundas, isso é explicado devido as raízes das leguminosas crescerem menos em subsuperfície em relação as raízes de forrageiras. Paralelamente a isso, observou-se a distribuição mais uniforme de carbono ao longo das camadas nos tratamentos com a inclusão de forrageiras, como exemplo, o tratamento com U. ruziziensis em sucessão à soja, no qual a concentração de carbono na camada 0-10 foi superior, mas as camadas não tiveram diferenças entre elas, e foram ligeiramente menor em relação à camada superficial. Revelando uma maior distribuição de COS em profundidade em função do manejo com forrageiras em sucessão à soja.

Instituição financiadora

Bayer e FEALQ

Agradecimentos

Agradecimentos à Embrapa Pesca e Aquicultura, à bayer, ao grupo SOHMA e à ESALQ.

Área

Divisão 2 – Processos e Propriedades do Solo: Comissão 2.1 – Biologia do Solo

Autores

LARISSA SOUZA BORTOLO, VICTORIA SANTOS SOUZA, DANIEL AQUINO DE BORBA, BRUNA EMANUELE SCHIEBELBEIN, MAURICIO ROBERTO CHERUBIN